CAU/RJ
Álvaro Vital Brazil nasceu em 1º de fevereiro de 1909, no bairro do Butantan, em São Paulo. Era filho do médico, cientista e imunologista Vital Brazil Mineiro da Campanha, fundador do Instituto Butantan e do Instituto Vital Brazil. Realizou no curso de Engenharia na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, entre 1926 e 1930. No fim da década de 1920, iniciou sua segunda graduação, em Arquitetura, na Escola Nacional de Belas Artes, concluindo o curso em 1933.
Os primeiros registros profissionais de sua carreira iniciam ainda na década de 1930, com a parceria com Adhemar Marinho, onde ambos aparecem como coautores do Edifício Esther, em São Paulo, datado de 1936. Este projeto figurou na exposição Brazil Builds: Architecture New and Old, 1652–1942, organizada pelo Museum of Modern Art, de Nova York, em 1943. Outro projeto de destaque foi a sede do Instituto de Arquitetos do Brasil IAB/SP, com o concurso vencido em 1936 e prédio construído em 1947.
Em Niterói, três projetos ganham relevância: a Casa Mário Brasil, em parceria com Adhemar Marinho, de 1934; o Instituto Vital Brazil, inaugurado em 1943; e a Escola Primária Raul Vidal, com projeto de 1941, incluída no universo de obras reconhecidas pela exposição Brazil Builds. Existem referencias que Álvaro Vital Brazil teria participado de outros projetos de escolas, mas com lacunas relacionadas a especificações de nomes, datas ou locais de construção.
Trabalhou também no Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores para a Amazônia (SEMTA), onde chefiou o Serviço de Planejamento ou Projetos e Construções. O arquiteto teria elaborado projetos para pousos nas regiões Norte e Nordeste, com pontos programados a cada 300 ou 400 quilômetros. Também são referenciados projetos de infraestruturas com sua participação como na Base Aérea de Manaus, de 1944, e na Estação Aeroviária de Belém, de 1945.
Em Belo Horizonte, elaborou o projeto do Banco da Lavoura de Minas Gerais, atual Edifício Clemente de Faria, de 1946. Esse projeto foi premiado na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, na categoria de edifícios de uso comercial.
O Rio de Janeiro preserva um importante acevo residencial ligado ao arquiteto, das quais são destaque: a Casa Vital Brasil, em Santa Teresa, de 1940; Edifício Silvestre, no mesmo bairro, de 1953; o edifício Jardim Santa Clara, em Copacabana, de 1964; O Edifício General Osório e Edifício Jardim Leonor, em Ipanema; e o edifício Jardim Amazonas, no Leblon. Outro importante projeto associado a Brazil é o da Sede do Jockey Club Brasileiro. Ainda no Rio de Janeiro, o Edifício Vital Brazil, datado de 1978, é indicado como sua última obra construída conhecida, composta por salas comerciais e garagens.
A produção intelectual de Álvaro Vital Brazil inclui o livro Álvaro Vital Brazil: 50 anos de arquitetura, publicado pela Nobel em 1986 e “Desenho industrial: tomada de consciência”, publicado em O Dirigente Construtor, em maio de 1966. A fortuna crítica inclui ainda a monografia de Roberto Conduru, Vital Brazil, publicada pela Cosac Naify em 2000; o texto de Hugo Segawa “O herói desconhecido da moderna arquitetura brasileira: Álvaro Vital Brazil”, publicado na revista Projeto, n. 96, em 1987; e um número especial da revista ABA – Arquitetura Brasileira do Ano / Cadernos de Arquitetura Brasileira, de 1967, dedicado ao arquiteto, com ensaio crítico de Henrique E. Mindlin. Álvaro Vital Brazil faleceu em 1997.
São Paulo - SP
Álvaro Vital Brazil foi coautor, em parceria com Adhemar Marinho.
Niterói - RJ
Álvaro Vital Brazil foi autor do projeto escolar.
Niterói - RJ
Álvaro Vital Brazil foi autor principal do conjunto/edifício-sede institucional.
Belo Horizonte - MG
Álvaro Vital Brazil foi coautor do projeto do edifício comercial/bancário, com Ernani Vasconcellos.
Rio de Janeiro - RJ
Residência em Santa Teresa, no Rio de Janeiro. Álvaro Vital Brazil foi o autor do projeto, e Juracy Leite de Oliveira Vital Brazil o proprietário.
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