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John Gustaf Oberg nasceu em Estocolmo, em 1864. Após o fechamento do ateliê de escultura do seu pai, em 1886, deixou a Suécia e imigrou para o Brasil. Sua formação permanece sem registros documentais, com informações secundárias de que ele teria cursado Arquitetura na Alemanha e se aperfeiçoado Escultura na Itália.
Sua primeira inserção profissional no Rio de Janeiro ocorreu na Estrada de Ferro Rio Douro, como escultor de maquetes. A obra mais importante associada a esse primeiro momento de Oberg no Brasil é a Igreja Matriz de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, onde atuou na última grande reforma do templo, entre 1886 e 1887, envolvendo intervenção na fachada, no interior e a construção de um anexo posterior. Nessa mesma igreja teria celebrado seu casamento com Esmeralda Andrade, logo após o término da reforma.
Alguns estudos apontam a atuação de John Oberg em Belo Horizonte no ano de 1896, quando é referenciado como um engenheiro sueco, morador da cidade, vinculado a um sistema de construção de soalhos, terraços e cobertas para edifícios. Nesse período, teria prestado serviços na construção dos primeiros palácios governamentais localizados na Praça da Liberdade.
Em 1900, John Oberg aparece entre os participantes da Exposição Artístico-Industrial Fluminense, vinculada às comemorações do IV centenário do descobrimento do Brasil. Entre os anos de 1903 e 1905, aparece associado ao ciclo de concursos e projetos de fachadas da Avenida Central, atual Rio Branco, no Rio de Janeiro. Também foram encontradas menções de que teria se associado ao Clube de Engenharia em 1904.
Em Petrópolis, trabalhou no projeto de um palacete na Avenida Koeler, posteriormente modificado por Heitor da Silva Costa, para adaptá-lo às condições do terreno. Esse imóvel ficou conhecido como Vila Itararé, construído entre 1902 e 1904. A Vila Dr. Buarque de Macedo também estaria relacionada a atuação do arquiteto na cidade.
No rio de janeiro, seu projeto de maior projeção foi o Palacete Linneo de Paula Machado, em Botafogo, hoje integrado à Casa Firjan. Construído por iniciativa da família Guinle por volta de 1906, a proposta original sofreu uma grande ampliação em 1910, com projeto de Armando da Silva Telles, o que conferiu ao imóvel as linhas arquitetônicas predominantes que ainda hoje podem ser observadas.
Em 1909, o Almanak Laemmert registra a presença de John Oberg prestando serviços de arquitetura e engenharia em seu escritório no Rio de Janeiro, localizado na Avenida Central, 124.
Também aparecem como projetos ou obras com participação de John Oberg o projeto do Edifício Rosenwalt, no Centro do Rio de Janeiro, de 1906, e o Asilo Gonçalves de Araújo, localizado em São Cristóvão, na mesma cidade.
John Gustaf Oberg faleceu no Rio de Janeiro em 25 de julho de 1909, aos 45 anos.
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Arquiteto do projeto ou da fase inicial do palacete, por iniciativa da família Guinle; Armando da Silva Telles é responsável pela ampliação de 1910 que definiu parte importante da configuração arquitetônica posterior. Atual Casa Firjan.
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Participação no ciclo de concursos e projetos de fachadas da Avenida Central.
ALMANAK LAEMMERT: Administrativo, Mercantil e Industrial. Rio de Janeiro: [s.n.], 1909. Edição A00066, p. 945. Disponível em: https://memoria.bn.gov.br/docreader/DocReader.aspx?bib=313394&pagfis=37969.
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